A verdadeira história do gato preto postado por Gran dia 13 de Mar de 2015 às hs.

A caça às bruxas foi uma perseguição política e social que começou no século XV e atingiu seu apogeu nos séculos XVI e XVII principalmente em Portugal, na Espanha, França, Inglaterra (chamada de Normandia), na Alemanha e na Suíça em menor escala. Surgem as lendas e outros fatos históricos que na altura serviam de base de sustentação a muitas outras superstições.


No século XV, o papa Inocêncio VIII chegou a incluir os gatos pretos na lista de seres hereges perseguidos pela Inquisição. Com a caça as bruxas começam a caça aos gatos que, por terem hábitos noturnos, serem predadores naturais de alguns insetos, foram então considerados malditos ou possuídos pelo diabo e, muitas vezes, até acreditavam que eram as bruxas transformadas em felinos chegaram a ser queimados nas fogueiras juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria.


Então, o Rei Carlos I de Inglaterra tinha um gato preto como animal de estimação, ele acreditava que o seu gato lhe trazia sorte e, para que não tirassem seu bichinho dele, começou a espalhar que quem se aproximasse do gato preto teria azar, logo a notícia se espalhou e a vida do gatinho foi poupada, porém, mais tarde este mesmo rei foi acusado de traição e foi levado a morte e um dia antes da sua decapitação o bichano faleceu, o que firmou a superstição do Rei.


Supõe-se que esta não seja mais uma lenda e sim um relato do ocorrido, porém, não há documentos válidos que comprovem realmente os fatos. Carlos I (Dunfermline, 19 de novembro de 1600 – Londres, 30 de janeiro de 1649) foi o rei dos três reinos da Inglaterra, Escócia e Irlanda de 27 de março de 1625 até sua execução em 1649. Como “castigo” da Natureza, a caça aos gatos rendeu à Inglaterra a Peste Bubônica (1665-1666) que foi uma epidemia que vitimou entre 75.000 a 100.000 pessoas, ou seja, praticamente um quinto da população de Londres na época.


Hoje em pleno século XXI ainda se alimenta a ideia de existirem várias lendas sobre os felinos (de todas as cores), como a que estes animais possuem 7 vidas, em decorrência da habilidade que possuem para escapar de situações que envolvam risco à sua vida, e outro fator também responsável por essa crença é que, ao caírem de grandes altitudes, os gatos, quase sempre, atingem o solo apoiados sobre as quatro patas em função de possuírem um apurado senso de equilíbrio que lhe permite girar rapidamente usando a cauda como contrapeso. Há quem diga que estes animais dedicados são traiçoeiros devido a hábitos noturnos e donos irresponsáveis (Não castram) eles desaparecem, ou por maldade humana, ou por acidente, ou até mesmo alguém que os leva para morar longe da casa onde moram.


Não há nenhuma comprovação de sorte ou azar sobre nenhum animal existente na face da terra, assim como também a cor não influi em nada. Existem sim lendas, crendices, superstições e, claro, o sucesso da comunicação, porque se a “igreja” não tivesse relacionado estes seres divinos com seres malignos muitos animais estariam vivos e se o Rei Carlos não tivesse usado do poder da comunicação para salvar seu bichano talvez muitos outros não tivessem sido rejeitados. Portanto tome cuidado ao passar uma informação e cuidado com aquilo que acredita. Gatos são maravilhosos, sejam eles de qualquer cor. São animais de estimação e possuem a sensibilidade de nos fazer companhia e de nos oferecer seu amor. Adote um gatinho e  nunca mais falará mal deles!


Fonte: Terra Consciente